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amor e liberdade

amor e liberdade

Sonia:  tem alguns comentários meus  no meio do texto

Uma paciente muito ciumenta me procurou porque o namoro estava balançado justamente pela estado permanente de controle que ela tentava manter. O namorado não podia ter amigos, nem amigas, nem ex-namorados e apesar de ela não querer saber da vida dele antes do início do namoro e tentar restringir a vida dele atual, ela nunca estava em paz, porque a ameaça de traição ou de ele ir embora sempre rondava seus pensamentos.

Ou seja, ela tentava controlar, mas nem assim ficava segura. Por que?

Sonia:  Quando a gente precisa controlar jamais está seguro. A pergunta a fazer é: por que precisa controlar o namorado? De onde vem esta necessidade? A origem do amor é a liberdade e a maioria das pessoas teme que esta mesma liberdade as faça sofrer ao longo do namoro e o controle aparece como a solução, mas seguramente não é. É preciso buscar na biografia da paciente a origem do medo à liberdade. Que, levando ao controle, leva cada vez mais ao medo da perda, destruindo a relação amorosa, essencialmente um encontro transformador, surpreendente porque baseado na liberdade. Encarcerar o amor é destruí-lo. Como Raissa nos mostra.

 

Porque o ser humano é livre. Bem lá no fundo ela sabia que não poderia controlá-lo.  É como se ela não quisesse permitir que essa liberdade existisse. Apesar do esforço, essa era uma luta perdida. E tanto foi assim que o namorado acabou terminando o namoro, ele não aguentou.   

Para ela é bem difícil lidar com a insegurança e a instabilidade. Cresceu numa família em que podia fazer tudo. Seus pais lhe concediam ampla liberdade desde pequenininha, mas essa liberdade foi vivida como negligência. Passava o dia todo sozinha. Seus pais deixavam ela se virar, se cuidar. Assim ela cresceu tão sozinha, tão carente.

Sonia: Perfeito. Como Steiner nos mostra sempre até os 14 anos a criança precisa de limites claros, autoridade, ordem, disciplina. Ainda não há um eu constituído para formular decisões. A falta desta mão firme mas terna, nos devolve o desamparo ontológico que é próprio de nossa condição humana.

Com a ajuda do Optimal EFT, a gente conversou muito sobre o amor e sua natureza de oferta, de entrega e como não dá pra cobrar nem exigir garantia. E como é impossível ter segurança sobre algo que é, por natureza, inseguro e instável...

Sonia: Sim, o encontro amoroso é, por sua natureza, encontro de duas espontaneidade e liberdades. O casamento até pode ser um combinado, mas a natureza do amor é a liberdade. Nos atrai porque nos transforma.

Como escreveu Rubem Alves, "amar é ter um pássaro pousado no dedo. Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que, a qualquer momento ele pode voar”

Bem difícil pra ela aceitar toda essa instabilidade, mas seguimos tentando e sempre me lembro das palavras da Sônia Novinsky "o amor é filho da liberdade". 

Sonia: Essa frase não é minha, é o título de um livro: O Amor é filho da Liberdade.


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ACADEMIA CLINICA
Raissa Schiavo
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Terapeuta EFT e Optimal. Atendimento online e presencial. Contato: 34 98401-7739

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