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Como auto aplicação ajuda o processo terapêutico. Um caso de depressão pós parto materna.

Como auto aplicação ajuda o processo terapêutico. Um caso de depressão pós parto materna.

Queria passar uma experiência interessante de uma paciente recente, mulher de 35 anos, muito ativa, muito competente, muito ágil e criativa em sua vida profissional. Fazemos uma parceria pois juntas trabalhamos com EFT ( tapping e Optimal) e durante a semana ela se auto aplica o EFT.  O fato de trabalharmos juntos, compreendendo a natureza das suas angústias, dores, sintomas permite que ela tenha suporte para depois poder seguir sozinha limpando o que não foi feito na sessão. Sempre que o paciente estuda o EFT, e se aplica durante a semana a terapia se desenvolve muito bem.  

Esta mulher, vou chama-la de Laura, ( ficticio), traz os sintomas de roer as unhas e pelinhas, de ciume, medo de traição, panico, de tentativa de controle um pouco excessivo, falta de ar.  Não vou contar aqui todo caso, mas fomos percebendo que havia um grande medo de toda e qualquer ameaça a continuidade, um medo da instabilidade de uma forma geral. Fui pesquisando a biografia e ela me contou que a mãe teve uma séria depressão pós parto, ficou muito dificil aceitar e cuidar de Laura. A mãe conta as vezes como que não se dava conta de ter um bebê no berço. Sempre que falávamos da mãe, Laura chorava, vindo mistura grande de sentimentos: culpa de ter nascido ( a mãe era muito ativa e temia a maternidade), culpa de deixar com seu nascimento a mãe tão mal,  impulsos de cuidar da mãe, raiva e indignação pela negligencia, medo muito medo do abandono.  Fizemos tapping e Optimal para cenas do berço, de um carrinho, sempre com a sensação de negligencia, de não ser vista, de poder morrer. E o que queria realmente mostrar para vocês é como depois de uma sessão ela trabalhou sozinha, de uma forma corajosa e firme. Leiam o relato dela para mim:

Estou escrevendo agora a noite, mas te mandarei a msg pela manhã pq está tarde. Agora há pouco eu estava fazendo o tapping pros aspectos sentidos durante a depressão pós-parto da minha mãe. Foi muito interessante! Zerei sensações como dor, tristeza e raiva por ela ter sentido raiva de mim (esses sentimentos já começaram com baixa intensidade). Depois passei pelo "ela preferiu as outras coisas/projetos a mim", estava forte e zerou. Depois testei o medo dela não voltar e esse foi super forte em intensidade pq entrei numa sensação de injustiça e indignação junto com um certo desespero. Vinham umas falas tipo "como assim, mãe, é a minha vida, vc vai me deixar mesmo, vai me deixar morrer", era uma sensação muito consciente da dependência nesse nível. Foi difícil, mas me entreguei total e num dado momento, sentindo que podia estar começando a me proteger ficando insensível de repente, eu apenas intencionei que o terapeuta interior agisse nessa situação. E foi muito louco. De repente tudo ficou preenchido (não sei bem como explicar). Eu não tinha mais medo. Fiz um teste, com essas afirmações sobre ela não voltar mais, ou sobre abandono e só vinha uma coisa mais assim: TD bem mãe, eu te espero, sei que não tá fácil pra vc. Fica em paz. Vou testar de novo amanhã. Mas esse negócio foi surpreendente.
Muito provável que quando as mães por motivos involuntários mesmo são negligentes em termos de atenção e ternura, a filha vai crescendo em ansiedade e buscando tudo para se garantir de outra qualquer traição através do controle de qualquer instabilidade que possa trazer uma perda de continuidade. Limpando estes eventos raízes estamos mais perto da cura de todos estes sintomas. A própria falta de ar é o medo de morrer que a negligencia traz, a pessoa não expira e aí se protege inspirando pouco e dá aquela sensação que o ar não entra suficientemente. Inspirar pouco é como um cuidado que se tem consigo, como se não arriscássemos nada, nem inspirar. Vem do medo. HÁ muitas sequelas desta relação mãe filha nas relações com o sexo masculino, mas o que me parece mais eficiente é ir direto para relação mãe filha. Ali esta a origem de todos os outros procedimentos defensivos do paciente. Agora, cada um tem sua singularidade única, seus recursos únicos, suas interpretações únicas. O importante é aprendermos um com os outros discutindo nossos casos, e nossas questões mas quando estamos com paciente, esquecer nossas hipóteses e nossas teorias, mesmo experiencias passadas e deixar que o paciente nos ensine o caminho da compreensão que libera, e permite que o Optimal e o Tapping atuem com toda sua eficiência. Ou, outros métodos se for esta a escolha,


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ACADEMIA CLINICA
Sonia Novinsky
Sonia Novinsky Seguir

Psicoterapeuta . Diretora do Centro Gary Craig de Treinamento em EFT Oficial no Brasil. Atendimento on line e presencial. Supervisão em grupo para EFT Oficial ( tapping e Optimal). Práticas grupais de EFT. Contatos pelo whats: 11999941415

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