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Conflitos familiares: culpa/ódio/auto punição em busca de um lugar de afeto.

Conflitos familiares: culpa/ódio/auto punição em 
busca de um lugar de afeto.

 

Atendo uma mulher que admiro muito e gostaria de compartilhar com vocês porque acho que lidamos com emoções que são muito comuns nas famílias de hoje. E vejo que há um perigo da paciente ficar aderida ao benefício da dor psíquica causando demora na superação dos seus problemas.

Wilma faz parte de uma família em que três irmãs nasceram em três anos, Wilma sendo a do meio, a mãe trabalhando fora sem conseguir dar conta das demandas das filhas, entrando em estados de nervosismo e estresse fortes. Wilma, temperamento mais suave que as outras duas irmãss foi acumulando deveres, injustiças, ônus, dos quais finalmente não deu mais conta. A mãe, sempre mais forte e dominante que o pai, para o bem e para o mal. O pai teve um desajuste financeiro, desemprego e tiveram que mudar de apartamento. Para a mãe isso foi uma catástrofe. Pelo temperamento de Wilma sempre foi mais fácil que ela ficasse com o maior ônus em todas as perdas. Wilma nunca teve seu quarto, tendo que dividir ora com uma, ora com outra. Uma hostilidade geral em casa e entre as irmãs foi produzindo em Wilma ao mesmo tempo uma resiliencia (se formou, viajou, estudou fora) e um estado emocional negativo que se manifestava como tristeza, raiva, culpa e dor física. 

Ou seja, tudo que a resiliencia lhe proporcionava de sucesso e felicidade (trabalho, casamento, filhos), sua mágoa de nunca ter tido um lugar (na medida em que sempre era levada a se sacrificar porque as irmãs eram violentas, agressivas, perversas), corroía e lhe vinha a culpa de ter conseguido coisas boas na vida. E esta culpa se transmutava em auto punição, lhe criando uma dor crônica no quadril, tristeza, mal estar, sentimento de dívida.

Assim ela gira hoje entre o ódio e a tristeza de nunca ter tido um lugar físico e afetivo na família biológica, nunca ter sido olhada em sua singularidade e respeitada e a culpa de ter conquistado coisas que lhe trazem felicidade, como se ainda devesse estar se sacrificando para o bem estar dos demais, como fazia na infância. E a essa culpa/ódio se seguem sintomas de dor física que são como compensações negativas pelo positivo que conseguiu, sem talvez ter direito de ter conseguido. Como se o seu sofrimento pudesse lhe acenar com alguma aceitação e amor, como se o seu sofrimento pudesse lhe garantir, ainda que hoje, um lugar nesta família biológica.

Conto este caso, que trabalhamos com EFT, para que se atente para este mix de emoções que pode deixar o paciente preso ao benefício do sintoma de dor ou doença, para que no final das contas seja perdoado por ter uma resiliência que dele foi exigida para aguentar o tranco da infância. Mas os frutos desta resiliência, que são conquistas boas, são vividos como ameaças de dar motivos para rejeição, falta de lugar.

É preciso lidar profundamente com ódio e culpa, em várias situações da infância, para que o paciente possa sair deste lugar de reconhecer que foi a vítima de um ambiente perverso, mas ao mesmo tempo se sentir perversa e gerar dores e doenças para poder se manter como vítima. E tentar um lugar de afeto. Temos conseguido progressos importantes com EFT Tapping, aliado ao Optimal EFT e um atendimento clínico amoroso e ético.

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ACADEMIA CLINICA
Sonia Novinsky
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Psicoterapeuta . Diretora do Centro Gary Craig de Treinamento em EFT Oficial no Brasil. Atendimento on line e presencial. Supervisão em grupo para EFT Oficial ( tapping e Optimal). Práticas grupais de EFT. Contatos pelo whats: 11999941415

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