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Crise de pânico e EFT

Crise de pânico e EFT

 

Eu atendo uma moça de 24 anos, um doce de menina, educada, inteligente, que me procurou por ter tido crise de pânico. Ela estava num momento de muito stress no trabalho e pra piorar o marido é muito exigente consigo mesmo e com ela.

Dizia que sentia muita ansiedade, medo e receio de não corresponder às expectativas que os outros criam a seu respeito. Estava tendo um tipo de pensamento incontrolável e queria eliminá-lo. Era repetitivo. E ela se sentia muito mal por não conseguir controlá-los. Esses pensamentos eram a respeito de crianças. Ela sempre amou crianças e seu sonho é ser mãe. Nos seus pensamentos ela fazia muito mal a crianças. Como podia ser isso? Racionalmente isso não fazia o menor sentido. Ela começou a pensar em desistir de ser mãe porque tinha medo de fazer mal para o filho.

Ela começou a se sentir muito culpada por ter esses pensamentos, afinal só um monstro poderia fazer mal a um bebê. Fomos fazendo EFT e Optimal EFT e eu queria entender de onde vinham esses pensamentos.   

Fomos conversando e ela foi me contando da história dela. Ela me disse que foi muito bem cuidada pelos pais com muito amor, foi planejada e nasceu em uma família muito bem estruturada. Os pais eram médicos e trabalhavam muito, principalmente a mãe que nunca teve vida social e fazia muitos plantões noturnos.  Disse que nunca quis ser médica e seguiu outro rumo profissional porque queria ter tempo para a família. Todas as noites, quando ela era pequenininha, ela dormia com um cheirinho da mãe e morria de medo dela morrer e chorava de saudade.

Ela se emocionou ao lembrar disso e, fazendo EFT, fui entendendo como foi negligenciada pela mãe. Os direitos éticos da criança, no caso dela, não foram respeitados. Como qualquer criança que estivesse no lugar dela, ela sentia raiva da mãe por abandoná-la (na visão da criança foi um abandono) e tristeza porque sentia que não era amada pelos pais. E, claro, muita culpa por sentir essa raiva da mãe. E para explicar tudo isso pra si mesma criou uma crença de que havia algo de ruim nela, de que era uma monstrinha.  

Quando fui esclarecendo isso pra ela, ela foi compreendendo e tudo fez sentido. Expliquei que a criança cria essas crenças para entender as terríveis emoções que sente. A criança é muito frágil, precisa de muito suporte, de amparo – tudo que ela não teve. Portanto, nada mais natural que sentisse tristeza e raiva da mãe. Então, ela não tinha que se culpar por isso mais. As fichas foram caindo e uma delas foi o entendimento da origem de tanta carência que ela me disse sentir. Fizemos muito EFT para tudo que ela sentia quando pequenininha e ela foi se liberando dessa carga emocional. Foram várias sessões e hoje ela não tem mais os pensamentos repetitivos.


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Raissa Schiavo
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Terapeuta EFT e Optimal. Atendimento online e presencial. Contato: 34 98401-7739

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