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EFT e esquizofrenia

EFT e esquizofrenia

O paciente chegou com diagnóstico de esquizofrenia, vinha fazendo tratamento a mais de 7 anos com psicologo e psiquiatra, toma medicação constante e está prejudicando seus rins.

Fizemos algumas terapias, porém a que mais se identificou foi EFT, ele fala que se sente melhor. Nesse atendimento em especifico, fizemos 3 sessões (na semana) por três meses seguidos e foi colocando muita informação na mesa. 

Detalhe, quando começamos as sessões ele estava escutando vozes e tendo visões com alguma frequência. Ele é homossexual não assumido, por causa de tabus na família. 

Nas primeiras rodadas fomos trabalhando a vergonha, medo e insegurança. Sente que não é aceito pelas pessoas e principalmente pela mãe, onde tem uma profunda dependência dela. 

Durante as sessões apareceram vários episódios, porém, dois me chamaram mais atenção. 

Primeiro: da vergonha que ele sentiu quando o pai dele fez ele voltar a casa de um amigo para deixar um objeto que ele havia trazido. Ele não era o culpado, porém, o pai fez ele ir a casa do amigo e sozinho. Ele frisou muito isso.. "queria que ele tivesse ido comigo". Trabalhamos esse episódio numa sessão e chegamos ao sentimento de raiva.

Segundo: quando ele era menor (5 ano), a professora colocou ele numa roda e pediu para ele dançar (prenda) e ele lembrou do fato, "senti muita vergonha, todos os meus amigos rindo de mim e eu sozinho no meio da roda". Nesse dia, foi muito interessante, trabalhamos a ressignificação desse episódio.  Perguntei se isso aconteceu somente com ele e a resposta foi não. Tinha acontecido com os outros colegas também, dai ele lembrou de um amigo que entrou na roda e ele ficou rindo dele. Então, percebi nos olhos deleo  espanto. Ele chegou a conclusão de que ele também participou ativamente desse momento e ele tinha bloqueado até então. Trabalhamos esse episódio numa sessão e chegamos ao sentimento de raiva também.

Nas ultimas sessões ele foi descobrindo que sentia raiva realmente era dele, por não aceitar a questão sexual dele. Hoje o paciente não escuta mais vozes e nem tem visões. A medicação foi diminuída pela metade. Ainda estamos no processo de atendimento, porém, com melhoras significativa.

Iremos trabalhar em breve a questão da "cura". Tem uma afirmação muito presente na cabeça dele, "esta doença não tem cura", os médicos já me disseram.

Vamos pra frente! Tem muitas questões para se trabalhar, principalmente da aceitação. 

Gratidão 


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ACADEMIA CLINICA
Valiene Oliveira
Valiene Oliveira Seguir

Psicanalista, escritora, palestrante, terapeuta, coaching educacional e familiar auxiliando na reconexão afetiva. Idealizadora do Curso Valores para Convivência

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