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Importância do trabalho no corpo do paciente

Importância do trabalho no corpo do paciente

Ainda me surpreendo com o poder do EFT.

Um paciente, na nossa primeira sessão, me contou que se sentia diferente, “eu não sou desse mundo”. Ao longo do trabalho, ficou evidente a sua ansiedade por buscar um lugar, por sentir que pertencia. Ele se humilhava em seus relacionamentos. 

 Ele é muito oral e eu sempre tive que ter muito cuidado com tudo que dizia a ele. Ele sempre se defendia, ou negava ou tentava sempre me convencer que ele não era um cara controlador e que ele era a vítima, o bonzinho.

Assim, aos poucos, eu fui percebendo que não adiantava bater de frente com ele, teria que tentar pegar a base do que sustentava esse medo de ser julgado.

Numa sessão, acessamos a sua vida intrauterina e aplicamos o EFT. Ele sentiu tanta falta de ar, queria sair dali, mas não conseguia, era como se estivesse enfaixado, como uma múmia e não conseguia se mover, estava apertado e sufocado dentro da barriga da mãe.

Foi a partir dessa experiência com o EFT que o paciente conversou pela primeira vez sobre isso com o pai e descobriu que sua mãe engravidou mesmo sabendo que corria risco de vida. Ele até então achava que os pais não tinham planejado a sua concepção. A mãe faleceu alguns dias depois do parto. Ela quis engravidar de qualquer forma porque queria ter um filho. Isso deu um lugar pra ele. 

Pra ele viver, a mãe morreu, e por isso a gravidez não foi nada fácil mas saber que a mãe o queria fez ele se abrir e falar do medo de ser abandonado que sempre sentiu, da necessidade de controlar e fazer tudo pra manter as pessoas por perto que até então era visível pra mim mas ele negava quando eu tentava chamar a atenção dele.

Começou a olhar para as suas questões de forma um pouco mais autêntica e sem precisar se defender tanto. Só de o ter levado para o corpo, o trabalho terapêutico avançou de uma forma impressionante.  

COMENTARIO Sonia: 

Nesses casos impotante ver se ele zerou a culpa porque seu nascimento teve o preço da morte da mãe . Ela morreu pra lhe dar um lugar na vida isso lhe dá um valor mas também a culpa do sacrifício da mãe. Verificar se ele não busca uma auto punição para se aliviar dessa culpa. A vitimização pode ser essa forma de se auto punir. Precisa sempre se olhar sofrendo assim ganha o direito de viver. Ao lado disso a raiva do abandono e a culpa pela raiva quando ele mesmo pode se sentir responsável pela morte da mãe. Bem delicado. Recuperar a presença da mãe dentro dele de forma amorosa e conciliatória. Perdão a ele e a mãe. A memória da mãe imaginada pode ser boa pra ele.’ 
A culpa pela morte prematura da mãe é uma sequela bem forte. Uma amiga minha faleceu de câncer e a sua filhinha tinha dois anos. Hoje com 3 ela perguntou para babá: minha mãe se foi embora porque eu fui muito desobediente pra ela? Se não se trabalha a culpa vai imprimir sua marca no destino da filha/o que viu q mãe morrer muito cedo. 



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ACADEMIA CLINICA
Raissa Schiavo
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Terapeuta EFT e Optimal. Atendimento online e presencial. Contato: 34 98401-7739

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