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Mães onipotentes e controladoras, filhas boazinhas, sem gesto e criatividade.

Mães onipotentes e controladoras, filhas  
boazinhas, sem gesto e criatividade.

Uma mãe me procurou porque a filha dela de 9 anos fica muito ansiosa com as provas da escola. Eu resolvi me atrever a atender a criança e então marquei com a mãe de a gente conversar e disse que depois eu conversaria a sós com a filha.

Ela me contou que a filha fica muito nervosa, apesar de ter notas altíssimas. Durante a sessão fui percebendo que a filha tinha medo era de desagradar a mãe, que me dizia “eu sempre falo com a minha filha que eu exijo muito menos do que o mercado vai exigir. Hoje em dia é muito difícil conseguir uma vaga de emprego. Às vezes, ela erra umas coisas tão bobas na prova que eu não me aguento!” 

Ela é uma excelente profissional, foi a melhor aluna da escola, é ligada no 220, sabe tudo, faz tudo, carrega problemas da família toda e se sente responsável por todos. Tem uma oralidade muito forte que tomou conta da sessão, era difícil conseguir fazer uma intervenção.

Logo pensei que quem precisava de ajuda era a mãe, mas como a filha estava lá, quis escutá-la também. Acabei confirmando porque ela me disse que “tem medo de tirar nota baixa na prova porque a mamãe e o papai podem ficar bravos e aumentar as horas de estudo”

A mãe também disse que a filha ficou bem cordata depois que o novo irmãozinho nasceu. Antes ela era uma líder (como a mãe) e aos poucos foi fazendo só o que os outros queriam, concordando com tudo, abdicando da própria vontades e ela não quer que a filha seja assim! Ela quer que a filha seja como ela, que vai em busca do que quer, que luta pelo que quer, que fala o que desagrada.  

Suspeito que a mãe, por ser controladora assim, acaba não dando espaço pra filha se posicionar e criar independência. E ela tem muitos medos com relação aos filhos.

Então acabei entendendo que era melhor cuidar da mãe e assim a gente poderia ajudar a filha também.  Fiz certo?

E quanto a esse controle? É um medo da instabilidade? É um perfeccionismo? Eu estou procurando momentos de instabilidade que talvez ela tenha vivido pra aplicar o EFT.  A oralidade dela também é uma forma de ela controlar, né?  Ela não deve dar espaço pra filha que, além de tudo, ainda vê a mãe super sobrecarregada e não quer dar trabalho, e então vai aceitando,e se tornando a filha boazinha.

Comentários Sonia: 

1. Fez muito bem de atender a mãe. Ela precisa mudar para poder agir diferente com a filha. Mas infelizmente eu acho que a filha vai precisar de terapia também e você deve indicar outra pessoa para atender a filha. A filha precisa de suporte para poder enfrentar essa mãe.

2, Quanto a mãe propriamente, tudo que você percebeu está realmente correto, do meu ponto de vista. Só não sabemos como a mãe se constituiu neste nível de onipotência doentio. Ela tolhe totalmente a potência, o gesto, a criatividade, a capacidade de se posicionar da filha. E com a chegada da irmã, a filha foi para aquele lugar que conhecemos bem, de "não posso dar trabalho". 

3. A mãe tenta viver também através da filha, se misturando com ela, se projeta na filha. A filha errar é como ela errar e isso não admite em sua onipotência arrogante. Muito triste para a filha viver isso. E muito sofrido para a mãe porque a onipotência sempre se frustra, porque a vida é implacável. A raiz do controle está na onipotência doentia. Ego delirante mesmo. A mãe acaba muito narcísica e realmente com muito medo da vulnerabilidade, da instabilidade, da vida como ela é. Da imperfeição. E se enrijece.  Não pode ver a singularidade da filha e a respeita-la. E o pior: não pode se conhecer a si mesma e se dar conta dos seus limites e, portanto, também dos limites do outro.  Vai ficando ressentida e frustrada. E adoecida.

4. Mas como ela se constituiu assim? Essa é a pergunta. Onde ela teve um trauma que a estancou nesta oralidade onipotente? A hipótese é que eventos ligados a relação dual mãe -filha devem te-la estancado ali, na fase do medo da dependência. Do medo da ambivalência do amor que teme a instabilidade da dependência e cria o ódio porque pode perder e o controle para evitar a falta e a ausência. Precisa pesquisar se tem algo de trauma/estancamento nesta fase e depois nos diga...  Assim, encontrando a questão central ôntico/ontológica dela, vai firme ali que libera e veja como pode usar a relação com você para mostrar como ela se relaciona com o mundo, OK?

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