[ editar artigo]

Mães superprotetoras

Mães superprotetoras

Era uma vez uma mãe que amava muito o seu filho e tinha muitos medos. Sua gravidez não foi fácil, o marido era alcoólatra, bateu nela algumas vezes. Então, quando o filho nasceu ela ficava muito preocupada se ele teria alguma sequela dessas agressões. Assim ele foi crescendo e ela sempre vigiando se estava tudo bem com o filho, e finalmente descobriu que ele tinha déficit de atenção.  “Coitadinho do meu filhinho!!” ela o tratou como um doente, como se ele fosse um incapaz, hoje tem 21 anos mas aparenta ter 10 anos. Protege-o como se ainda fosse um bebê. Mas se esquece que tanta proteção destrói o seu desenvolvimento.

Sua missão de vida passou a ser cuidar do filho “doente”.

O problema é que quando a mãe faz tudo pelo filho passa a mensagem de que ele não é capaz de fazer por si. E isso só vai inspirando insegurança e minando a coragem dele. Ele vai ficando cada vez mais dependente, confirma o rótulo de que lhe puseram (e ainda fica confortável porque não precisa fazer nada, afinal, ela cuida de tudo por ele).

Assim ele envelhece sem amadurecer e se torna de certa forma um inútil que nunca precisa assumir nenhuma responsabilidade. É como se a mãe falasse para o filho “por favor não me abandone, em contrapartida eu farei tudo por você.”

E o filho, nessa situação, se sente mal de criar a própria vida, sente como se estivesse abandonando a mãe, porque o que vai ser dela sem o filho? Passou a vida cuidando dele. Perde o sentido de vida.

Às vezes, querer salvar o outro pode ter o efeito oposto. A gente pode ajudar, priorizar, e cuidar muito mas tem que deixar ele se machucar também porque a vida é assim.

COMENTÁRIO SONIA: Sim, é isso mesmo que acontece. Hoje atendi um rapaz que a família me trouxe. O pai preocupado porque o filho com 28 anos está ainda em casa e bastante dependente. Sempre ouviu da mãe que era atrapalhado, que não acordava sozinho, que não aprendia, apesar de inteligente. Na escola ouvia que era burro. A mãe sobretudo se queixava que ele dava trabalho e o pai cortava quando ele ia contar algo, como se ele não fosse conseguir. Sua mãe nunca deixou ele arrumar seu próprio quarto embora ele se oferecesse. A mensagem contraditória que recebia era: você nos pesa muito mas ao mesmo tempo não confiamos em você, que tenha recursos para fazer algo por você e ser  autônomo. Paralisia só podia ser o resultado para o paciente e muita culpa e vergonha. E a tendência a se manter estancado numa resposta emocional infantil apesar da inteligência  brilhante. Esta mente mantém o status quo por mais sofrido que seja pois a mãe parece depender desta dependência dele. E assim protege esta falsa missão da mãe. Elucidar este quebra cabeça e poder  crescer e realmente, se autonomizar saindo desta órbita adoecida de girar em torno dos pais têm sido muito bom para ele, junto com a compaixão e o perdão dissolvendo os corolários da situação anterior de culpa pela dívida e de raiva pelo desrespeito ético. 

Amei seu relato Raissa. Só quis dar meu exemplo de hoje porque muito sintônico com a sua exposição. Obrigada. Neste caso fui pedindo guia para o TI que foi me ajudando a manter o ritmo da sessão que o paciente precisava.

PROJETOS DA ACADEMIA CLÍNICA COM VAGAS ABERTAS! Se informe comigo 11 999941415! 

TODAS AS INFORMAÇÕES SOBRE OS CONTEÚDOS E PREÇO DO TREINAMENTO COMPLETO NO EFT OFICIAL ESTÃO AQUI. E FAZENDO INSCRIÇÃO NO TREINAMENTO COMPLETO ATÉ 30 DE JULHO VOCÊ CANHA UMA CONSULTA  ONLINE GRÁTIS COM SONIA NOVINSKY . 

ACADEMIA CLINICA
Raissa Schiavo
Raissa Schiavo Seguir

Terapeuta EFT e Optimal. Atendimento online e presencial. Contato: 34 98401-7739

Ler matéria completa
Indicados para você