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Medo de Falar em Público: Aspectos Ocultos

Medo de Falar em Público: Aspectos Ocultos

Vou compartilhar hoje um trabalho com o Optimal EFT  que fiz com um paciente. Eu já tinha trabalhado com ele ha um tempo atrás através do tapping a questão de se expor, de falar na frente de um grupo, e particularmente na questão de ser olhado pelos outros. Quando ele falava com ajuda de slides era mais fácil. Quando os olhares estão voltados para ele, trava, sente-se mal, treme, a voz embarga. Vejam, aqui um ponto importante: o cliente chega para nós com um problema: medo de falar em público. Aí você aplica a regra basica do EFT Oficial: seja específico. No caso quer dizer, procure o que significa para ele medo de falar em público. E neste momento, para o meu paciente ( ja tinha trabalhado outras especificidades tempos atrás),  o medo significava: constrangimento brutal em ser olhado, ser o foco das atenções.

Ele havia melhorado 70% com o EFT Tapping seu medo de falar em público. Foi bem legal e ele passou a fazer apresentações e falar em reuniões, o que não conseguia antes. E ele falou pra mim que queria ver como se desenvolveria dali pra frente, e ficamos um tempo sem nos ver. Ele me procurou este mês para fazermos mais um lote de sessões ( geralmente eu vou de 4 em 4 quando se trata de um foco bem definido de sintoma a ser trabalhado e a pessoa quer um trabalho breve). Nós trabalhamos por telefone, ele prefere. Sempre foi assim.

No início da sessão ele  me disse que o sintoma apareceu porque precisara recusar uma promoção que o chefe lhe propusera porque implicaria em trabalhar tempo integral na empresa a partir desta promoção sendo que hoje ele trabalha um ou dois dias na empresa de seu pai.  Embora a promoção fosse interessante não quis largar o trabalho na empresa própria. O que é compreensível, está expandindo etc. E me disse que ficou muito constrangido, ( o que um pouco é normal), mas ele me disse que ficou em excesso. Veio aquele medo de decepcionar o chefe, a voz ficou embargada e tremida. Já experiente em EFT ele me disse que sua postura o remeteu a infância, quando sentia o mede de decepcionar o pai, o medo de perder seu afeto. Sua mãe costumava, se ele fizesse algo errado, a verbalizar aquela eterna ameaça: vou contar para seu pai. O que deixava ele em completo pânico. Tudo o que ele queria era que o pai lhe desse afeto pois sua mãe ( oriental) não era tão afetuosa como seu pai ( europeu). Ele mencionou dois eventos específicos que ja tínhamos trabalhado nas consultas tempos atrás, mas que ainda mexiam com ele, grau 7 ou 8. Entretanto agora trouxe um aspecto  diferente ( medo que ela contasse pro meu pai). Foram dois eventos em que a mãe foi desproporcional na bronca e na ameaça ou, ele sentiu assim. Ele quis fazer o Optimal desta vez. pedindo ao terapeuta interior que limpasse esse pavor de que o pai viesse a rejeita-lo e a puni-lo com falta de afeto que se originou nestes dois eventos. O pai nunca foi severo  como a mãe mas o tom da mãe o deixava com muito medo da rejeição do pai.  Veio muita raiva da mãe, que ficara oculta na ocasião do evento, devido ao pavor excessivo. No momento certo  re-significamos e, pudemos trabalhar a raiva e o perdão à mãe. Porque esta vinha de uma educação oriental muito rígida e ela estava num momento muito inseguro vivendo numa comunidade onde ela era a única oriental. Meu filho precisa ser perfeito para eu ser aceita, pensava. E com isso o resultado foi pra este filho ( que também precisava ser modelo para seu irmao que era super moleque e travesso), passar a viver numa auto exigência e num sacrifício de sua espontaneidade muito fortes. Ele foi sempre o primeiro aluno, só tirava dez, não desobedecia jamais, não se sujava, não aprontava nunca. A consequência de ser tão bonzinho foi perder a espontaneidade, a alegria, a brincadeira, a bagunça, e ao mesmo tempo a fluência. Tornou-se tímido, com medo de falar em publico, de fazer apresentações e, de ser observado. Perdeu o direito de ser si mesmo. Que é uma posição ontológica fundamental para nós e quando quebrada, precisa ser recuperada. O trabalho desta sessão foi muito bom. O Terapeuta Interior lhe deu um estimulo a poder brincar, fazer bagunça, transgredir um pouco pelo menos nesta vida. O direito de ter sentido raiva da mãe foi importante também.  E lhe facilitou o conforto para se colocar, dizer quem é, o que quer, o que pensa, sem medo da retaliação. Este trabalho é interessante porque mostra que apesar de eu ter trabalhado com tapping e resolvido grande parte do problema, o tempo mostrou que faltavam aspectos e que o Optimal pode ir num nível mais profundo em que alem de se limpar as sequelas dos eventos, os recursos vitais da pessoa, recursos inerentes ao seu registro ontológico mesmo, que no caso é a espontaneidade, a criatividade, são evocados e geralmente aparecem e trazem novas dimensões pra esta pessoa poder ocupar seu espaço e ser quem é. Para quem ainda não estudo o Optimal não tem importância, nos nossos cursos e videos vão podendo aprender! Eventos originam defesas que empobrecem nossa vida! Quando nosso Ser Verdadeiro é evocado ele comparece nos vitalizando e permitindo ir atrás dos nossos sonhos. Não precisamos forçar dizendo só o positivo, usando a lei da atração, nada disso, é só conectar com nossa sabedoria interior e sinceramente pedir ajuda, e a resposta do nosso Ser nos chega, linda.

ACADEMIA CLINICA
Sonia Novinsky
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Psicoterapeuta . Diretora do Centro Gary Craig de Treinamento em EFT Oficial no Brasil. Atendimento on line e presencial. Supervisão em grupo para EFT Oficial ( tapping e Optimal). Práticas grupais de EFT. Contatos pelo whats: 11999941415

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