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"NÃO MEREÇO SER AMADA"

A menina, 23 anos, sentia-se incapaz de ser amada. Chegou à mim com essa queixa, não sabia viver uma relação porque se sentia incapaz de ser amada, achava que não era merecedora, e então só sabia ter relações superficiais, sentia-se mais segura assim.

Quando começamos a mergulhar na infância dela, surgiu a informação que trouxe o entendimento de tudo: não havia relação de amor com a mãe. A mãe a tratava com literal desprezo, enquanto dava todo carinho e atenção ao irmão. A princípio ela tentou conquistar a mãe de todo jeito, mas quando viu que isso "jamais iria acontecer", aceitou que "não nascera para ser amada, pois tinha algum problema com ela". E seguiu acreditando nisso, tanto que, demorou a ter uma relação mais íntima com um rapaz e, quando a vivenciou, foi traída por ele, o que só veio a ratificar sua crença.

O ponto que saltou à minha frente foi a baixa autoestima por aceitar a ideia de não ser merecedora de amor. E iniciamos o processo por aí. E vieram muitos eventos específicos desde a infância (tentativa de abuso por um amigo da mãe e esta não acreditou nela; repetidas afirmações maternas de que ela não prestava, de que não era de confiança, de que ninguém a aguentaria...). Paralelo a isso, eu pedia que ela listasse as qualidades que via em si mesma e datasse, como um diário. A lista começou vazia (zerada mesmo) e, a cada liberação emocional, iam surgindo qualidades, físicas, intelectuais e comportamentais, e a lista foi crescendo ao ponto dela afirmar: "não mereço ser tratada assim". E isso a conduziu à saída da casa da mãe, por se sentir merecedora de ter uma vida melhor, e ir morar com o pai.

A ida para casa do pai trouxe à tona outras crenças da infância: "seu pai era um fraco e não aguentou o trabalho que você dava", "eu mereço uma medalha por ter conseguido criar vocês sozinha, sem apoio algum"... E essas questões foram ressignificadas, ao sentir o carinho com que o pai a tratava, ao escutar deste que se separou da mãe por não aguentar conviver com ela que, segundo ele, era muito problemática; que tentou levá-la consigo porque a mãe descontava nela a frustração do abandono, mas ela não quis ir porque queria ficar com a mãe, que sentiu muito a falta de conviver com ela... então as memórias foram vindo à tona, e ela conseguiu lembrar-se de ser constantemente elogiada pelo pai, e deste dizer que a mãe deveria aprender com ela... e a ficha caiu. O resultado do processo foi a compreensão da causa da raiva da mãe, o ciúmes, a disputa... ela já não se achava culpada e merecedora dos maus tratos de sua mãe.

Ao longo de cinco meses, aquela menina (agora mulher), passou a morar com o irmão, e a visitar a mãe (a pedido desta) aos finais de semana e, dentro de nove meses, estava namorando firme, um rapaz que a trata com muito amor. Ainda estão juntos, comemorando aniversário de namoro... e até o perdão já veio...

E olha que não dispúnhamos de Optmal ainda...

Gratidão, EFT.


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ACADEMIA CLINICA
Lair Cohim
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Alguém que acredita na transformação, nas pessoas, na vida. Life Coach, escritora e Terapeuta, utilizo o EFT para apoiar as pessoas a reencontrarem-se consigo mesmas. Autoconhecimento é a chave. Atendimento online e presencial: 55 71 98883-9567.

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