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OEFT: Frustração nas relações e impedimentos internos de se posicionar.

OEFT: Frustração nas relações e impedimentos 
internos de se posicionar.

 

Sonia: eu  faço algumas intervenções no texto do artigo para poder ilustrar melhor como é a aplicação do Optimal EFT, mostrando como é importante dialogar, ressignificar, pesquisar a questão central do paciente, os eventos raizes do drama que vive atualmente, para aplicar frutiferamente este método.

Atendi uma cliente que trouxe a questão que queria trabalhar: "não consigo me relacionar com homens bacanas, sempre é muito complicado, nenhuma relação dá certo."

Quando a paciente colocou a questão, fiz algumas perguntas sobre como tem sido os relacionamentos, o que ela sente, como acha que está influenciando para que seus relacionamentos acabem sempre em frustração.

Sonia: sobre o diálogo inicial

Você perguntou sobre qual seria a atitude e comportamentos dela que possam estar influenciando esta frustração, mas pelo menos aqui na narrativa você não explicitou qual seria. Pelo resto do artigo deduzi que ela se acha inibida, não se coloca, não se posiciona, não coloca seus limites. O que a cliente expôs que está na frase abaixo, é apenas como ela se sente em relação aos seus relacionamentos, é uma outra coisa, também importante.

Pedi à cliente que entrasse em contato com a emoção. E ela trouxe: tristeza profunda, frustração e raiva.

Fomos então em busca de eventos mais antigos para identificar estes mesmos sentimentos em sua infância. E vieram algumas cenas importantes e com vários momentos de dor.

Alguns deles: 

A professora não deixou o colega sair e ele fez xixi na sala e eu não consegui falar nada.... e isso me deu raiva, angustia, sentimento de impotência, sentimento de não ser ouvida, de não ter espaço.

Sonia:  o sentimento é de não ser ouvida, de angustia. A crença é não ter espaço para protestar e ser impotente para enfrentar a situação de autoridade.

Trabalhei com ela a sensação mais dolorosa, a de impotência, de não conseguir falar. Fiz o Optimal EFT, explicando que ia entrar em contato com meu terapeuta interior e que íamos aguardar em silencio, de olhos fechados, por alguns minutos. Depois perguntei se ela havia melhorado em relação aquela sensação. Achei que perguntar uma nota, parecia frio e distante, para tanta emoção. Mas quis saber, delicadamente, se se sentia melhor ou pior...

 

Sonia: Algumas observações sobre como praticar o Optimal 

1) é importante que o paciente primeiro se conecte com uma cena em que se sinta confortável (para abrirmos as portas para o T I) e volte depois para suas emoções em relação ao evento que estamos trabalhando. E que se converse sobre o evento para ressignifica-lo de alguma forma, pode olhar para ele sob uma outra perspectiva, que no caso poderia ser que, como criança. você estava sob a autoridade da professora e então era normal que se calasse, mesmo sentindo que era injusto o que ela tinha feito para o menino. Desta forma você iria aproximando assim a paciente do perdão, diminuindo a culpa que esta impotência parece ter provocado nela. E ressignificar também como a professora poderia temer a posição da diretora e por isso se mantinha tão rígida, tão cruel.  Me parece que a paciente, neste evento, se culpava de não ter ido em defesa do colega por medo a autoridade. Medo de ser castigada, etc. E me parece que ela sentiu muita tristeza e compaixão por ele. Paciente e terapeuta podem neste momento depois de compreender e conversar sobre o evento (eu deduzi alguns sentimentos mas só o paciente nos ajuda a compreender de fato), podem oferecer ao Terapeuta Interior, pedindo ajuda e em silencio,  esperar, de olhos fechados. Aí então  a Sabedoria Interior (do paciente e terapeuta em estado amoroso), irá mover este medo de ousar protestar frente a autoridade. 

2)Este evento me sugere que ele não é a origem deste medo. É preciso ver se não há em casa uma sentimento de ser reprovada e punida quando ousasse protestar e tomar posições, quando bem pequena. Se sentiu não ter espaço para se manifestar e ainda assim se manter amada e respeitada. 

3) No EFT o testar é importante, antes e depois do trabalho, não se precisa temer, o teste pode ser feito pedindo um número, pedindo um atributo, etc. Mas faz parte do EFT o teste, ainda que em certas situações o teste precise ser mais sutil. 

4) Seria mais interessante explorar este evento sob seus vários aspectos, o rosto da professora, por ex, e outros que devem ter ocorrido, até para aparecer provavelmente o medo de se colocar frente a autoridade. 

5) Este evento pode ter sido importante, mas infelizmente não me parece ser o mais importante e a origem de como se comporta com seus relacionamentos. 


Depois seguimos para outro evento...e assim, por vários, numa mesma sessão. 

Ela já havia chorado muito. Sua conexão desta emoção com o corpo foi a sensação de ter uma bolha na garganta. Que inchou, inchou.... apresentei a ela esta questão da garganta relacionada com a dificuldade de ser ouvida, de saber como se colocar. E ela se assustou em perceber o quanto isso tem sido presente em sua vida.

 

Sonia considero que devemos trabalhar bem e completamente um evento específico numa sessão. Nem sempre vamos ao evento originário logo, as vezes pode ser na segunda sessão, na terceira. Depende muito da relação entre terapeuta e paciente, da confiança, etc. Este evento foi bastante forte para produzir este tipo de engolir e ficar entalado na garganta falas que não se consegue expressar. E o que mostra que não tinha trabalhado e dialogado e investigado todos aspectos é como depois de terminado o trabalho ainda reclamou desta bolha. É importante perguntar sobre as sensações corporais antes do trabalho com o Terapeuta Interior ou durante ou após a primeira rodada. Me parece que esta bolha na garganta expressa o medo de por pra fora o que gostaria.


Questionei sobre problemas de infecções de garganta, hipertireoidismo e ela confirmou que havia sido diagnosticada com este desequilíbrio hormonal.

Fiz  OEFT então para a bolha que a sufocava. E após algum tempo a "bolha" havia diminuído e restado apenas a sensação de garganta raspando. 


Sonia: Se vocês chegaram a trabalhar o evento originário realmente vai melhorar de forma consistente e duradoura,.


Minha intuição me disse para encerrar ali e recomendei que tomasse muita água, para limpar e aliviar o restante.

Para concluir, percebendo que já estava mais calma e aliviada, pude conversar sobre a interligação entre sua forma de se colocar quando criança e a dificuldade de manter relacionamento bacana. No sentido de que ainda trazia o mesmo medo de falar, de se colocar e portanto não conseguia estar inteira para um relacionamento.

Sonia: esta conexão entre passado e presente e mesmo entre passado, presente e crença para o futuro pode ser feita durante o trabalho do evento específico, porque o TI já integra no trabalho a situação presente. E as vezes a crença no futuro.
 

Queixa: não consegue manter um relacionamento afetivo satisfatório porque não consegue falar, se colocar, sente que não é ouvida.
 

Sonia: A questão central da cliente - como o terapeuta equaciona esta queixa:- é este retraimento do gesto, impedimento de se sentir livre para agir. Portanto, a meta do trabalho é liberar de forma plena sua liberdade através de uma  comunicação com o outro onde  pode expressar o que sente, quer, pensa e consequentemente  pode agir.  


Caminho de cura: poder se comunicar de forma mais livre com as outras pessoas.

Dias depois me relatou que conseguiu dizer boas verdades a uma vizinha que há meses a incomodava. Sem medo, apenas fluiu! E que conseguiu ser franca e objetiva com um rapaz que estava há tempos buscando se envolver.


Sonia: o resultado mostra que algo sim foi atingido, mesmo que o método pudesse ter sido mais profundamente aplicado. Mas isso acontece mesmo, a gente está  em fase de aprendizado e o cliente já recebe os benefícios , parabéns! Provavelmente sua capacidade amorosa fez o que o método não fez totalmente. O que mostra é que podemos aplicar o método amorosamente mesmo tendo ainda algo a aprender com o EFT. Minha recomendação é que você,  Ana, tenha uma ideia mais clara de onde este medo começou para ver se conseguiu limpar totalmente a origem dele. Nascemos livres e com capacidade de nos posicionar à medida que vamos nos desenvolvendo, se  não acontece algo grave, ou vários eventos graves sustam nossa expressividade. Nem sempre é o adulto a causa, mas a forma como a criança interpreta a postura adulta é decisiva. 

E concluindo: precisa ter cuidado de saber se a paciente, com seu teste de realidade após a consulta, não está reativa a tudo que reprimiu e, dessa forma, agressiva. Na vida precisamos de decisões firmes sim, muitas vezes, mas  elas precisam poder serem tomadas dentro de um campo amoroso, onde o perdão ao outro e a si mesmo, a compreensão da nossa fragilidade e vulnerabilidade ontológica estejam contempladas. 

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