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Que fazer com a frase: não me lembro de nada do passado?

Que fazer com a frase: não me lembro de nada do 
passado?

Eu sei que muitos pacientes nos dizem isso. Que a memória deles não é boa, que eventos do passado se dissolveram nas suas mentes e não são mais acessíveis. Muitos terapeutas quando ouvem isso me dizem: "então o que faço é trabalhar em eventos e sofrimentos atuais da vida do paciente". 

Queria lembrar o que está no nosso curso (Treinamento no Gold EFT e Optimal EFT) e que às vezes "passa batido".  Não precisamos que o paciente tenha a memória do que viveu. Nem perfeita nem imperfeita, nem fragmentos nem total. Simplesmente não se lembrar não é impedimento para se trabalhar em eventos específicos da infância. Por que?

Primeiro é importante lembrar que o passado passou. Nunca mais teremos acesso perfeito ao que passou. Quando nos lembramos de algo, por mais nítido que nos pareça, é sempre uma versão do passado, uma interpretação do passado que temos. Aliás, de um mesmo fato jamais duas pessoas tem a mesma visão. O nosso olhar é sempre condicionado por nossa subjetividade, que é resultado de  todos os fatores que a construíram.  Um evento qualquer é sempre construído de forma diferente pelas várias pessoas que o vivem ou que o viveram. Uma multiplicidade de perspectivas sempre está presente se mais de uma pessoa vivem um evento. E quando nos lembramos de um evento também nossa subjetividade comparece para interpreta-lo. Temos sempre uma perspectiva sobre um evento. A notícia boa é que é exatamente isso que precisamos quando queremos trabalhar um evento do passado lembrado: a visão subjetiva e não uma suposta visão objetiva que não existe porque somos humanos e tudo que vemos é qualificado por nossa subjetividade.

É por isso que quando não se lembra de nada do passado se pode construir, imaginar o que possa ter sido vivido, pois queremos exatamente do evento passado a qualificação subjetiva deste evento. Em outras palavras, queremos os aspectos emocionais, as respostas emocionais que foram vividas no evento. Se a pessoa sabe que sentiu raiva do pai, por exemplo, basta que ela crie um evento onde possa conectar com a raiva do pai, embora não se lembre de nenhum evento. Para qualquer emoção que a pessoa sinta é possível construir imaginativamente um evento do passado que poderia ter sido a origem desta emoção de hoje em relação a uma pessoa. Estamos forjando um evento? Sim, mas estamos respeitando a subjetividade do autor do evento que cria assim a origem do que ele mesmo sente hoje que o bloqueia. E com isso podemos ajudar na liberação do que o  estanca. Usando o  Terapeuta Interior, o Tapping ou ambos. Aliás, minha convicção é de que mesmo quando se faz só o Tapping, a amorosidade que se produz no encontro terapeuta-paciente acessa o Terapeuta Interior, que participa do processo influenciando consideravelmente no resultado. Por isso, meu conselho: nunca faça o Tapping mecanicamente; OK?

Beijos, Sonia

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ACADEMIA CLINICA
Sonia Novinsky
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Psicoterapeuta . Diretora do Centro Gary Craig de Treinamento em EFT Oficial no Brasil. Atendimento on line e presencial. Supervisão em grupo para EFT Oficial ( tapping e Optimal). Práticas grupais de EFT. Contatos pelo whats: 11999941415

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