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Ritmos e manejos do tempo no atendimento clínico

Ritmos e manejos do tempo no atendimento clínico

Cada ser humano nasce com seu próprio ritmo e cabe à  mãe  reconhecer e respeitar este ritmo para garantir a saúde psíquica do bebê e facilitar assim a do adulto. Na escola geralmente os ritmos individuais não são respeitados e muitas sequelas advém dessa postura de pressupor que todos tem que funcionar no mesmo compasso.

Quando atendemos alguém precisamos fazê-lo a partir de um lugar que o ritmo da sessão acompanhe o do nosso paciente e não impor nosso ritmo à sessão.

Há pacientes que nos primeiros vinte minutos quase não trazem nenhum material que possamos aproveitar, parecendo dispersos, “chegando” ainda e tornam-se presentes depois de meia hora. Outros falam muito ou não falam nada e dos dois jeitos estão distantes do aqui e agora da sessão. É preciso esperar. Há pacientes que precisamos combinar uma hora e meia de sessão como algo regular, porque uma hora deixaria a sessão sempre sem finalizar. Conheci uma criança que se fizesse uma hora de sessão saía angustiada e quebrada mas, se fizesse uma hora e meia saía plena, feliz, em paz.

Mas além de reconhecermos o ritmo do cliente precisamos reconhecer que todas as sessões de terapia tem sempre três momentos importantes, como nossa vida aliás e quase todas as atividades humanas. Um primeiro momento que podemos chamar de hesitação, preparação, um segundo momento que podemos chamar de comunicação e é, de fato, quando a comunicação significativa acontece na sessão, e um terceiro momento onde a conversa vai morrendo, o cansaço vai aparecendo, a conclusão vai se impondo e é o que podemos chamar de finalização.

Estes três momentos ou fases acompanham uma curva normal: subida, auge, descida. Se assemelha a uma relação sexual e à própria vida, com o crescimento, a vida adulta produtiva e o preparo para a despedida.

Cada momento ou fase da consulta é importante e revelador de verdades importantes do cliente. Aprendemos muito dele em cada fase. Mas é importante que nós, como terapeutas, possamos saber em que fase estamos para conduzir o processo sem desgaste. Por exemplo, quando o cliente está finalizando não podemos lembrar de algo muito relevante e inquietante e introduzir na conversação. Melhor guardar para a próxima sessão.

A arte do manejo clinico está em poder suavizar essas passagens. Há clientes que não conseguem manter o fluxo da curva e estancam em uma fase determinada e é preciso de habilidade para poder ajuda-los. Por exemplo, tem clientes que quando sentem que a energia da sessão está baixando, começam um assunto atrás do outro para nunca terminar. Eles vão se exaurindo, mas insistem. É preciso, com ternura, mostrar que alcançamos algo importante na sessão e que ela pode terminar. Geralmente são pessoas com muitas defesas orais que funcionam desta forma e nos revelam que podemos encontrar questões ligadas ao início da vida e aos cuidados recebidos ali.

Além da própria sessão o tratamento possui esta mesma curva temporal: um início de contato e crescimento do vínculo, um auge onde os problemas mais profundos são reconhecidos e tratados e um processo de finalização onde o paciente vai se sentindo mais autônomo e capaz de se auto compreender, auto regular e recobrar sua paz interior com alguma facilidade. Tanto uma terapia breve quanto um tratamento longo de anos obedece esta curva normal e nós, terapeutas, precisamos saber onde estamos nesta curva, tanto na sessão quanto no tratamento. Na terapia breve nos propomos a menos tarefas, no tratamento longo nos propomos um auto conhecimento profundo mas, nos dois, o manejo da curva temporal qualificada nestes três momentos é fundamental para o sucesso do trabalho.

Fica claro como é importante o trabalho do terapeuta sobre si mesmo para ele conseguir todo este manejo da consulta e do tratamento. O terapeuta precisa conhecer seu ritmo, suas dificuldades em cada fase da curva. Há terapeutas que não conseguem terminar o tratamento porque não trabalharam em si mesmos esta fase que é um desafio para eles: o desafio de se separar do paciente, na sessão e no tratamento.

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ACADEMIA CLINICA
Sonia Novinsky
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Psicoterapeuta . Diretora do Centro Gary Craig de Treinamento em EFT Oficial no Brasil. Atendimento on line e presencial. Supervisão em grupo para EFT Oficial ( tapping e Optimal). Práticas grupais de EFT. Contatos pelo whats: 11999941415

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